
não, definitivamente minha vida não é um filme minimalista japonês. tá mais para filme turco sem sentido apaixonado ou daqueles italianos que eu adoro mas que são meio loucos, com aquelas mulheres descabeladas de risadas que dão medo, é bom ser louco assim, mas só enquanto arte, às vezes, eu acho, que aí é bom, quando é só arte e não vida. minha vida é feita de cenas de saias esvoaçantes, isso eu falei antes, e que aí fica meio francês, e de closes nas borboletas pregadas em meus cachos, nos cachos dos meus cabelos e isso eu já falei também, a confusão é sempre a melhor estratégia, pois é. os violinos estão sempre presente, isso sem dúvida, e muitas cores, muitas cores, e crianças também. e vento, tem isso também, e tem muita dança e pureza bandida. tem também bebida e palavras revoltadas, daquelas que nos fogem nos berros e depois a gente nem reconhece. e tem abraço e carinho e tem beijo desapegado e sentimento perdido e muito diálogo, sabia? muito di-á-lo-go.
hoje minha vida tá mais pra filme espanhol , com música sofrida gostosa e closes desfocados, e a diretora consegue manter o humor no que poderia ser um melodrama.
(imagem - La Jetée )

2 comentários:
"e o diretor consegue manter o humor no que poderia ser um dramalhão" É ÓTEMO.
Dei uma gargalhada muito alta, porque é isso mesmo, querida, temos que sempre manter o humor desse drama da gente.
Você é linda demais, bjk
e esse filme dá vontade de ver =p
Tai! Gostei tb!!! Quando estiver em cartaz avisa a gente!
bjos!
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